Que saúdades que eu tinha de preparar a mochila e todos os materiais que preciso levar para as ações de formação presenciais.


Os últimos tempos têm sido fantásticos para testar a nossa capacidade de adaptação. Uma roda viva de aprendizagens.


Para pessoas, que como eu, gostam do contato, e que, talvez por isso nunca tenha aprofundado muito o conhecimento do digital, tem sido maratonas. Maratonas para aprender o essencial sobre as diferentes plataformas que se vão usando na formação, maratonas para transformar materiais ou pelo menos a forma de os aplicar, maratonas para aprender o mínimo sobre realização e edição de vídeos, para aprender mais sobre escrita digital,... consta que deve ser diferente da restante escrita :) ... um sem número de coisas,...


Cansada! mas ao mesmo tempo satisfeita.

Todas estas maratonas permitiram-me manter-me no ativo, apesar da pandemia e dos seus constrangimentos, apesar da doença alugar um cantinho no meu corpo, apesar das perdas pessoais, apesar das consequências da guerra,...


Estou muito satisfeita e muito grata a todos aqueles que contribuiram para que isto fosse possível. Aos parceiros, aos que partilharam comigo o seu conhecimento, aos amigos, ao universo, aos anjos,...


Eu que gosto de contato, prefiro "a minha sala", não posso negar. Mas estar no ativo, mesmo que fora de sala, tem sido uma bênção e uma experiência extraordinária...


No entanto; que saúdades que eu tinha...


Verdade que hoje fazem-se coisas fantásticas quer em formação com transmissão ao vivo, quer em formações online com formatos que permitam aos participantes fazer a formação ao ritmo das suas possibilidades.


Verdade que, a generalidade das pessoas defende que o futuro será o digital. E alguns até dizem que a função Formador irá desaparecer.


Eu tenho esperança que possamos usar a tecnologia a nosso favor e que ela possa ser usada em muitas circunstâncias para melhorar o mundo. Mas, também tenho esperança que, em muitas outras circunstâncias, se continue a valorizar o contato presencial com tudo o que isso tem de fantástico, também com o objetivo de melhorar o mundo.


O tempo saberá.

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Uma questão de sempre; quanto tempo demora implementar um Sistema de Gestão da Qualidade?


Não há como, esta questão está frequentemente em primeiro lugar.

Em detrimento de; O que esta implementação pode acrescentar ao nosso negócio? Como poderemos fazer para ter melhores resultados? Que meios vamos precisar para concretizar esse projeto? Que implicações isso terá no nosso dia a dia? Quais são as vantagens efetivas desse implementação? ... poderíamos continuar.


Mas regra geral as mais colocadas são; quanto tempo e quanto custa?




E, podemos obter respostas tão variadas como; 3 meses, 6 meses, 1 ano,... até já uma vez alguém me disse um dia que queria em 3 semanas. E dizia-me essa pessoa: - até porque já trabalhei noutra empresa onde implementamos e certificamos um Sistema de Gestão da Qualidade em 3 semanas.


Às vezes nem sei se ria se choro.


Se esta é uma questão que gostaria de ver respondida, talvez seja importante falar de temas e/ou situações que podem influenciar esse tempo.


Uma das situações que é importante conhecer é a caracterização da empresa; quantos trabalhadores e quais as suas competências, quantos locais, quais os produtos e serviços, ...


Não menos importante é saber informações sobre o SGQ (o que já existe e o que se espera); Está definido o âmbito? Qual é? Já foi feito algum diagnóstico que permita à empresa saber quais os requisitos da ISO 9001 que já cumpre?


Outra questão relevante é saber quais as condições e meios que vão ser disponibilizados para este projeto; Existe alguém que possa assumir a responsabildade por este tema? Esta pessoa tem formaçãoe/ou experiência? Qual a sua posição na hierarquia da organização? que nível de participação se pode esperar da gestão de topo?


A resposta a estas questões permite-nos conhecer a realidade com os seus pontos fortes e fracos e sabendo isso é mais fácil pensar num cronograma adequado e se for o caso, numa proposta adequada às necessidades.


A definição deste cronograma e respetivo prazo terá em conta a informação recolhida - citada atrás -, bem como, o nível de conhecimento dos requisitos da ISO 9001 e o conhecimento de quais são as etapas necessárias à implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade.


Na prática estou a querer dizer que a resposta a esta pergunta carece de um diagnóstico/identificação de necessidades, tanto quanto possível detalhado/a. Sem isso, difícilmente teremos uma resposta minimamente realista.


Se achar que conhecer melhor os requisitos da ISO 9001 e quais as etapas necessárias à implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade é importante para si ou para alguém da sua organização, espreite os nossos cursos aqui.

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Não, eu não sou especialista do tema. Não é nesse papel que partilho este texto. Nem poderia.

Partilho-o enquanto pessoa que habita este "nosso cantinho" há mais de meio século. Tempo suficiente para consumir alguns recursos e para cometer alguns erros.


Ainda assim, faço parte dum grupo de pessoas que, pelas cirunstâncias em que viveu, acabou por adquirir hábitos menos agressivos para o planeta.


Deixo um resumo do meu contributo; passado e atual.


Faço parte;


  • dos que viviam com uma muda de roupa que se lavava ao fim de semana, à mão no poço e secava ao vento - e ainda era roupa dada por familiares e amigos,

  • dos que não tinham carro nem bicicleta - fazia duas horas a pé para escola e o mesmo para ir à vila tratar das compras ou outros assuntos. Para brincar fingia que tinha um carro pegando na roda de um cântaro, rodando as mãos e fazendo um brummm tipo barulho de carro em movimento,

  • e os poucos brinquedos que existiam eram feitos de paus do chão, folhas de árvores ou simplesmente de terra: por exemplo fazia carteiras com folhas de medronheiro e agulhas de pinheiro, brincava às padeiras amassando terra com água e fazendo pão, contruía casas com pedrinhas e paus,... ,

  • dos que não tinham carne nem peixe(e muito substitutos de...) a todas as refeições e quando havia era toucinho ou sardinhas de escabeche - compravam-se ao quarteirão e depois de fritas davam para uma semana ,

  • não tinham champô, gel e afins (quanto mais maquilhagem!) - usávamos sabão clarim ou azul e branco para o banho, para o cabelo e para roupa,

  • dos que tomavam banho ao fim de semana num alguidar junto à lareira e secavam o cabelo baixando a cabeça para apanhar o calor da mesma lareira,

  • dos que para se aquecerem no inverno tinham a lareira com lenha que eles próprios faziam - não havia electricidade,

  • dos que estudavam, comiam e faziam tudo o resto à luz de uma candeia),

  • dos que levavam uma alcofa para trazer as compras que usavem até rebentar e mesmo assim ainda era remendada,

  • dos que levavam os sapatos ao sapateiro até não ser possível "remendar" mais,...



Hoje já não faço algumas destas coisas.



Mas, tendo em conta que não me dei mal, continuo;



  • a usar roupa até que se rompa ou danifique de qualquer outra forma,

  • a adaptar/transformar as roupas mais usadas ou que deixam de servir,


  • a fazer panos para limpeza ou peças de artesanato, por exemplo rodilhas, das roupas que esgotaram as opções anteriores,

  • a usar malas, pastas e outros acessórios até que estejam gastos,

  • a comer pouca carne e a aproveitar tudo o que sobra das refeições,

  • a trazer os restos das refeições quando as faço fora de casa,

  • a ignorar a regra de etiqueta que diz que se deve deixar comida no prato,

  • a usar a aplicação to good to go para adquirir refeições e outros géneros alimentícios,

  • a manter os mesmo móveis ao longo da vida, só trocando quando se danificam,

  • a não usar máquina de secar pois seco a roupa ao ar,

  • a ter uma única televisão que tem pelo menos 15 anos,

  • a ter um único telemóvel que só se troca se deixar de funcionar e não tiver reparação,

  • a ter um único computador que também só troco quando deixa de dar resposta para o trabalho que preciso fazer,

  • a ter um carro que tem 11 anos e que tenciono trocar quando deixar de andar,

  • a beber água da torneira e reencher garrafas para levar para fora,

  • a colocar o lixo nos respetivos separadores, mas acima de tudo a não deitá-lo no chão,

  • a levar sacos de pano para ir às compras,

  • a reutilizar os sacos de plástico para o lixo,

  • a usar as águas de lavar legumes na casa de banho ou nas plantas,

  • a tomar banho, sem deixar a água a correr o tempo todo,

  • a lavar os dentes sem deixar a torneira a correr enquanto escovo,

  • a fechar a luz sempre mudo de divisão e não esteja a usar,

  • a usar cobertores como aquecimento em vez de radiadores,

  • a manter abertas as portas do frigorífico o minímo tempo possível,

  • ...


Sim, também sei que são coisas muito pequenas e por isso poderão ser consideradas pouco significativas. Verdade. Mas não sei se sabem a história daquele Beija-flor que queria apagar um incêndio com a água que transportava no seu bico... um poderei contar... mas o resumo da história é:

Faço a minha parte!

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